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Criatividade Musical

Para mim, pensar sobre criatividade musical significa refletir a respeito de dois temas de natureza complexa: música e criatividade.

Penso que a música, as artes de forma geral e até mesmo nosso  sistema de ensino podem ser enriquecidos se a eles forem adicionados o tempero criativo.

Muitas pessoas já possuem ferramentas para expressar com maior facilidade sua criatividade. Na maioria dos casos tratam-se de pessoas flexíveis, comunicativas, sociáveis, talentosas ou com alto rendimento nos estudos. Entretanto, há pessoas que não o fazem tão naturalmente e por isso podem desenvolver-se neste aspecto.

Um elemento muito ligado à criatividade musical é a improvisação. Segundo Nachmanovitch (1993), algumas improvisações são apresentadas no momento em que nascem inteiras e de repente; outras são “improvisações estudadas”, revisadas e reestruturadas durante certo tempo antes que o público possa desfrutá-las.

Complementando parte do pensamento do autor citado acima, Ferreira (2011) declara que a improvisação, quer seja feita em grupo ou individualmente, é uma atividade que obedece a certas condições, ou seja, para que se possa improvisar há que ter um repertório de material musical interiorizado: melodias, organizações estruturais simples, estruturas harmônicas, etc; também se deverá ter uma idéia geral da improvisação: sobre que modelos se pensa improvisar ou se esta se baseará em modelos próprios.

Percebo que quando adicionamos criatividade ao que fazemos, nos sentimos mais vivos. Os momentos criativos são momentos muito especiais em nossas vida. Segundo Goswami (2008), queremos tanto a criatividade que nos tornamos vivos mesmo quando participamos ou presenciamos os atos criativos de outras pessoas. Porém, mesmo sabendo que a criatividade é a nossa maior alegria, desperdiçamos grande parte da nossa vida na repetição interminável de tarefas já aprendidas.

Abraços,

Carolina Coelho